TSE estuda maneira de barrar bots que disseminem Fake News
A internet é uma preocupação gigante para as eleições de 2018

TSE estuda maneira de barrar bots que disseminem Fake News

O Tribunal Superior Eleitoral está bastante preocupado com os rumos das eleições do próximo ano. Além de diversos ataques sofridos por pessoas que já anunciaram suas candidaturas, o órgão também acompanha o desenrolar da treta das Fake News nas eleições dos Estados Unidos e França, das quais o Brasil foi país observador.

No momento o TSE está em uma corrida contra o relógio, já que tem até Dezembro para regular as campanhas online. Com a reforma eleitoral anunciada há algumas semanas, os candidatos poderão contratar publicidade direcionada de redes sociais como o Facebook e também poderão utilizar bots para disseminar conteúdo.

Além disso, a BBC Brasil apurou que há um grande desafio em determinar critérios objetivos para que o TSE defina se um notícia é falsa ou verdadeira. O órgão judicial brasileira está tomando bastante cuidado, pois qualquer passo em falso poderá descambar em uma enxurrada de denuncias por censura por parte dos envolvidos.

Para ajudar a identificar bots que disseminem Fake News, o Tribunal está contando com o auxílio do Ministério de Defesa e da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), que estão desenvolvendo ferramentas de monitoramento virtual. Uma outra preocupação que surge é a possibilidade de que essas ferramentas sejam utilizadas para outros fins, como espionar cidadãos comuns em nosso país. Algo que já é bem corriqueiro nos EUA e em países de governos repressivos.

Outra preocupação do TSE são os Bitcoins e outras criptomoedas virtuais. Elas tem um sistema que torna muito mais difícil o seu rastreio e podem facilitar a obtenção de caixa 2. A primeira vista, o Tribunal busca algum modo de regular as doações e poderá seguir o exemplo dos Estados Unidos. Nas eleições de lá, as doações em Bitcoins de até 100 dólares por turno foram autorizadas, porém os candidatos deveriam convertê-las em dólar e identificar o doador antes que pudesse ser utilizada em eleições.

Será um desafio bastante grande, pois realmente há uma possibilidade imensa de que moedas virtuais sejam utilizadas para fazer caixa 2 (fundos não declarados), por conta do seu difícil rastreio.

Rafael TAB

Rafael tem 26 anos e mora no interior de São Paulo. Diagnosticado com transtorno bipolar é fissurado por cultura pop e nerd desde os 9 anos de idade quando foi apresentado ao sítio do Pica Pau Amarelo e logo depois ao fantástico mundo de Harry Potter. Hoje é um grande fã de O Senhor dos Anéis e Star Trek. Tem fascinação por áudio-visual, tecnologia e games.
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