The Orville resgata a essência de Star Trek com um toque de humor non-sense
The Orville resgata a essência de Star Trek com humor.

The Orville resgata a essência de Star Trek com um toque de humor non-sense

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Seth Macfarlane ficou famoso por duas criações no mundo da animação: Family Guy (Uma Família da Pesada) e American Dad. Além disso levou outras produções ao cinema, onde não foi bem recebido, com Ted e A Million Ways to Die in West, que são filmes desnecessários, apesar do sucesso de bilheteria do primeiro filme do ursinho boca-suja. Porém Seth sempre foi conhecido por boa parte do público por sua nerdisse bastante presente em suas obras e nas entrevistas que deu ao longo da vida. Ele sempre deixou óbvio sua paixão por ficção científica e colocou a série Star Trek como referência várias e várias vezes.

O Criador da família Griffin vem agora com sua nova empreitada na televisão, onde escancara o seu lado nerd, porém com sua marca de humor Non Sense. The Orville, a nova série que assina como criador, resgata os primórdios de Star Trek: Original Series e de Star Trek: The Next Generation, tratando de temas delicados sem deixar o humor de lado. Ao lado de Jon Fraveau (diretor de Homem de Ferro), eles esperam levar uma outra experiência Trekker para a televisão.

Tudo está presente lá: Os alienígenas com culturas diferentes, as naves de exploração, uma organização interplanetária, uma guerra a ser travada, descobertas científicas mirabolantes, brincadeiras com o tempo e o espaço, efeitos especiais um pouco toscos, inimigos que não conseguem acertar nenhum tiro e, é óbvio, uma tripulação que precisa aprender a conviver entre si. Tudo isso junto com um humor non-sense escancarado, mas que não rouba o espaço dos momentos sérios que são colocados na obra. E uma observação importante: o Holodeck está de volta à televisão!

Toda a história começa com Ed Mercer, vivido pelo criador da série, um exemplar oficial da Planetary Union, que após flagrar a esposa o traindo com um alien azul que, ao alcançar o orgasmo, ejacula pela cara, passa um ano tentando se recuperar da separação, enquanto bebe e chega atrasado ao trabalho muitas vezes. Mesmo em franca decadência é oferecido para ele o comando da nave exploradora USS Orville. Mais tarde descobrimo que foi Kelly Grayson (Adrianne Palicki de Agents of S.H.I.E.L.D.), a ex-mulher de Ed, que utilizou alguns contatos para fazer com que ele fosse promovido ao posto. Ela assume a função de Primeira Imediata e tenta reconstruir uma relação de amizade com Ed a partir disso. Logicamente ele fica desesperado por assumir uma nave ao lado da ex-esposa, mas logo ela prova sua essencialidade para a tripulação.

Tripulação que é composta por vários oficiais subalternos e alguns oficiais seniors, em especial:

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  • Gordon Malloy (Scott Grimes de American Dad), o melhor amigo de Ed que assume o papel de um dos melhores pilotos da frota, porém costuma fazer algumas cagadas em sua vida pessoal;
  • Bortus (Peter Macon), um ser de uma espécie em que, a princípio, apenas seres do gênero masculino coexistem. É dele o protagonismo do terceiro e melhor episódio da série até agora.
  • Alara Kitan (Halston Sage de Cidades de Papel), uma mulher pertencente à uma raça que comete um leve plágio ao Superman, pois nascem em um planeta com força gravitacional bem maior do que a média, o que a permite ter uma super-força em ambientes comuns. É bastante jovem e inexperiente, porém precisa aprender a estar em uma posição de comando logo no segundo episódio da série.
  • John Lammar (J. Lee de The Cleveland Show e American Dad), o primeiro piloto da nave, que acaba ficando bem próximo de Gordon Malloy.
  • E Isaac (Mark Jackson), um ser de uma espécie mecânica que, por conta de seus avanços tecnológicos, se acham superiores à maior parte dos outros seres vivos e é enviado à Orville para estudar o comportamento dos humanos e de outras espécies.

The Orville é cheia de referências à obra original e, em primeiro momento, sentimos que se trata de uma paródia do universo de Star Trek, porém, após alguns episódios, é perceptível que a série não visa fazer graça com as aventuras do capitão Kirk, mas homenageá-la de diversas formas, trazendo o humor característico de Macfarlane.

Ainda estamos no início da série e, como ela segue o esquema de dar protagonismo à um personagem por episódio, aqueles que ainda não foram aprofundados deverão ter episódios focados em si ao longo dos 13 episódios da primeira temporada.

The Orville é uma produção do canal Fox e ainda não tem data de estreia para o Brasil.


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Rafael TAB

Rafael tem 26 anos e mora no interior de São Paulo. Diagnosticado com transtorno bipolar é fissurado por cultura pop e nerd desde os 9 anos de idade quando foi apresentado ao sítio do Pica Pau Amarelo e logo depois ao fantástico mundo de Harry Potter. Hoje é um grande fã de O Senhor dos Anéis e Star Trek. Tem fascinação por áudio-visual, tecnologia e games.

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