Terra Média: Sombras da Guerra é o melhor Assassin’s Creed dos últimos anos
Talion está de volta em Sombras da Guerra

Terra Média: Sombras da Guerra é o melhor Assassin’s Creed dos últimos anos

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Todo nerd que se preza ao menos uma vez na vida já teve contato com o universo de Tolkien. Os livros, lançados há décadas, continuam sendo campeões de venda. Duas trilogias, uma boa e uma “má-o-menos”, chegaram ao cinema nos últimos 20 anos. E, como não poderia deixar de ser, games da franquia invadiram os computadores e os consoles. Senhor dos Anéis sempre gerou bom games. Sejam os RTS de Battle for the Middle Earth ou as pancadarias dos games baseados nos filmes, o universo tolkeniano sempre trouxe boas experiências.

Há alguns anos foi lançado o jogo que levaria essa boa experiência à outro patamar. Terra Média: Sombras de Mordor fez a destruição no mundo virtual e no mundo real. Levou todos os títulos possíveis, desde jogo do ano de diversas publicações até O Melhor Assassin’s Creed do ano (em um ano em que 4 jogos da franquia da Ubisoft foram lançados).

Agora a história de Talion e Celebrimdor tem a sua continuação em Sombras da Guerra. Do seu antecessor vem todas as mecânicas apresentadas no novo game, porém, novamente, vamos à outro patamar.

Laracna ganhou sua forma humana

A História

Sombras da Guerra continua a contar a história apresentada em Sombras de Mordor. Talion, que perdeu sua família e morreu no primeiro game, continua dividindo o seu corpo com o espírito de Celebrimdor. Após vencer a batalha do jogo de 2014, a guerra contra o senhor do escuro continua sendo travada. Das sombras dessa guerra, o personagem, que nunca foi apresentado nos livros ou filmes, emerge para matar e dominar orcs à rodo.

Começamos a história com Celebrimdor forjando um novo anel do poder. A relíquia promete dar ao seu portador o poder de enfrentar Sauron, o senhor do escuro, e acabar de vez com a Guerra que assola a Terra Média. Porém a alegria do guardião dura pouco e o anel acaba sendo roubada por Laracna, a aranha gigante que quase matou Frodo e que, no game, aparece com a aparência de uma mulher.

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É a primeira vez que vemos Laracna com tal aparência nesse universo e isso causou o desconforto de alguns fãs. Porém devemos lembrar que a Aranha é descendente de Ungoliant, a aranha que ajudou o senhor das trevas original, Melkor. Ungoliant era um espírito poderoso e insaciável, que resolver adotar a forma de uma aranha. Sua fome era tanta que ela consumiu a luz da do planeta, quando essa luz ainda era representada por duas árvores. Portanto Laracna ainda tem um rastro de poder de Ungoliant em si e é aceitável que mude de forma.

Para pegar o novo anel para si, Laracna sequestra o espírito de Celebrimdor e força Talion a entregar a relíquia de poder. Porém ela é misteriosa e aponta que também deseja a queda de Sauron. Como o inimigo do meu inimigo acaba sendo um amigo, Talion começa a desenvolver uma relação com a Aranha. Ela oferece visões que o ajudam em sua missão e fazem com que o herói fique um pouco viciado nisso. Pode ser um perigo, já que não sabemos ao certo o objetivo de Laracna com a queda de Sauron. Provavelmente ela deseja se tornar a nova senhora da escuridão e tomar Mordor para si.

É possível controlar Celebrimdor em algumas missões especiais

Com as visões de Laracna, Talion resolve partir para a última fortaleza gondoriana em Mordor que está sobre ataque. Lá ele conhece alguns aliados humanos que o ajudarão em seu desafio.

A história é completamente original e, mesmo que espante alguns, isso não é um problema. Ela ocorre ao mesmo tempo em que os livros e filmes acontecem. Inclusive você se depara com um certo ser pequenino e asqueroso que diz que até já conheceu uns hobbits pelo caminho.

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Sombras da Guerra busca ampliar a história de o Senhor dos Anéis, oferecendo um outro ponto-de-vista dos fatos ocorridos nas obras.

Jogabilidade

A jogabilidade do game acompanha em muito a do primeiro jogo. As escaladas, derivadas da série Assassin’s Creed, são dinâmicas e oferecem uma dificuldade certa. Por vezes você vai se perder em momentos em que tudo o que deseja é fugir por conta do nervosismo, mas quando você presta atenção é possível executá-las direitinho. Diferente de Assassin’s Creed, escalar e descobrir o território é bem divertido.

As lutas se assemelham muito às da série Batman Arkhan, porém também é possível observar uma melhora em relação à original. O jogo não te trata como bobo e, diferente de outros, a maior parte das habilidades do primeiro game estão presentes desde o início. Isso pode aumentar a dificuldade para quem não jogou Sombras de Mordor, porém há um tutorial que dá uma boa ajudada. Logicamente algumas habilidades são retiradas e precisam ser conquistadas ao longo do jogo. Porém a história encontra uma motivação para isso, já que Laracna reduziu os poderes de Celebrimdor.

Orcs que sobreviveram à encontros com Talion aparecem com ferimentos de batalha

Muito se critica o fato dos jogos novos fazerem com que os personagens fiquem imortais. Entendo essa crítica, mas acho que faz parte da evolução e massificação dos games. Tinham jogos que era praticamente impossível você jogar de forma casual. A cada morte, muito do progresso era perdido. Com isso, os games ficavam presos aos fãs mais radicais. Agora é possível entrar, jogar por alguns minutos, morrer e retornar depois. Mas Sombra da Guerra acerta em cheio nessa mecânica ao incorporar a imortalidade na história do game. Talion morreu e foi trazido de volta por Celebrimdor no primeiro jogo. Desde então, sua alma não pode descansar. Após morrer, ele sempre retorna algum tempo depois.

Agora há um novo sistema de itens. Diferente do primeiro jogo, em que você buscava melhorias, agora você conquista equipamentos novos. Também há a possibilidade de encontrar joias que melhoram atributos dos equipamentos. Mas para isso, você terá que desafiar os capitães.

É nisso que está uma das maiores diversões e desafio do game. O sistema Nemesis está de volta e ele é genial. Graças ao sistema, você acaba gerando histórias muito ricas. E a imortalidade de Talion acaba sendo um ponto importante nisso. Os inimigos lembram que você morreu e, o mais importante, lembram de terem matado você. Quando um orc te mata, além dele se tornar seu rival, ele sobe na escala de comando e fica ainda mais poderoso. É preciso ter inteligência para enfrentar os inimigos nesse game. Além de cada um ter suas fraquezas e vantagens, ficar nervoso e querer se vingar de alguém que te matou pode ser um tiro no pé. Ele estará mais poderoso, poderá te matar novamente e ficar ainda mais forte. Após uma morte, é sempre bom tentar melhorar um pouco suas habilidade para, aí então, se vingar.

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Gráficos

Os gráficos do game estão maravilhosos. Trazem um realismo empolgante, mas isso tudo cobra o seu preço. Além de ser um dos maiores jogos da atualidade (em computadores ele consome 100 gigas de HD), ele também cobra da sua placa de vídeo. Apenas um computador muito potente (e caro) consegue rodar o game no máximo. Nos consoles o gráfico é mais básico, mas certamente em games mais novos, como o XBox One X, ele deve oferecer uma experiência bem mais agradável.

Gráficos do game são lindos (Mas os orcs são feiosos)

Portanto, além do preço do game, para ter tudo o que a parte gráfica oferece, é necessário gastar também em equipamento.

O lado bom é que jogar em configuração mínima ou em consoles básicos ainda é uma ótima experiência.

Ambientação e Som

A ambientação do jogo está fantástica. A Terra-Média é viva. Orcs estão conversando o tempo todo e, inclusive, comentando suas façanhas. Você pode descobrir aspirantes à capitães durante uma caminhada pelas ruas e acabar com suas aspirações rapidinho.

Além disso, todo o terreno é inesperado e desafios podem aparecer a qualquer momento. Desde um orc buscando vingança, até criaturas irracionais caçando.

O jogo traz a experiência da Terra Média e grande parte disso é por conta do seu som. Tanto trilhas quanto diálogos são sensacionais e adicionam grande emoção ao game.

Conclusão

Com jogabilidade, gráficos, ambientação e história excelente, Sombras da Guerra tem tudo para ser novamente o jogo do Ano. É um prazer visitar a Terra Média mais uma vez.

O game conseguiu cumprir o que prometeu e expande a experiência de seu antecessor.

O sistema Nêmesis é incrível e gera uma experiência surpreendente à todo instante. Um exemplo foi o de que eu matei um orc e ele jurou que seu irmão de sangue o vingaria. Esse irmão então me perseguiu durante um bom tempo. Após algumas mortes, finalmente consegui vencê-lo. O problema foi ele anunciar que ainda existia um terceiro irmão, ainda mais poderoso. -.-‘

Terra Média: Sombras da Guerra está completamente localizado para o Brasil e pode ser jogado no PC, XBox One e PS4.


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Rafael TAB

Rafael tem 26 anos e mora no interior de São Paulo. Diagnosticado com transtorno bipolar é fissurado por cultura pop e nerd desde os 9 anos de idade quando foi apresentado ao sítio do Pica Pau Amarelo e logo depois ao fantástico mundo de Harry Potter. Hoje é um grande fã de O Senhor dos Anéis e Star Trek. Tem fascinação por áudio-visual, tecnologia e games.

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