Sobre a CCXP17

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Farei aqui um pequeno relato sobre a minha experiência na CCXP 2017. Vou dividir em dois tópicos, feira e painéis, para facilitar o entendimento. Este relato está um pouco atrasado (umas duas semanas? rs), mas espero mostrar uma outra visão sobre como foi esse evento.

Antes de começar, gostaria de deixar claro que é evidente a exclusão que a organização do evento faz com o público geral. Desde os preços exorbitantes das credenciais à impossibilidade de pessoas trans utilizarem o nome social (fato desconhecido por mim até esse ano e relatado por uma pessoa trans que conheci na fila), a organização do evento deixa clara sua intenção de público alvo.

 

Estandes

Normalmente, eu escolho o primeiro dia (quinta-feira) para passear pela feira e tirar fotos. Esse ano não foi diferente, mas eu também resolvi guardar dinheiro para comprar um dos colecionáveis exclusivos da Iron Studios.

Cheguei no evento por volta das 7h da manhã. A fila só foi ser aberta às 12h e foi aí que surgiu a confusão. Todas as filas foram posicionadas em duas portas de entrada do pavilhão. As pessoas que chegaram mais cedo ficaram na porta da esquerda e as que chegaram mais tarde na porta da direita. Qual porta foi liberada primeiro? Claro que a da direita. Depois disso foi só correria. Resultado: levei um tombo correndo para o estande da Iron e ainda fiquei 5h na fila.

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Perdi metade do meu dia nessa fila, mas resolvi aproveitar a feira ao máximo apesar da imensa dor que estava sentindo.

Os destaques pessoais são o trono do Pantera Negra, a loja do Harry Potter e a Netflix. O trono era apenas um lugar para tirar fotos, mas o fato de você ter uma divulgação dessas de um super-herói negro e africano já se mostra bastante legal. A loja do HP era bonita de se ver, toda baseada no campo de quadribol e com um espaço para fotos com as bolas e vassouras. Por outro lado, a fila chegava a 3h de espera.

Estande de Bright, da Netflix.

 

Sobre a Netflix não tem muito o que falar. Todo ano eles fazem algo excelente e criativo na divulgação dos seus produtos. A realidade virtual de Stranger Things era até legalzinha. O ponto alto visualmente era o estande de Bright, com imagens perturbadoras e místicas retiradas do filme que realmente davam vontade de assistir. E a parte mais divertida era a competição de torta na cara. As perguntas eram bem difíceis, por isso nem sei qual era o prêmio para quem acertasse (não vi ninguém ganhando), mas as risadas de quem assistia eram garantidas.

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Outro ponto alto garantido é o Artist Alley. Poderia escrever textos enormes sobre cada quadrinista lá presente, mas vou focar aqui em relembrar que este espaço é de extrema importância na divulgação do trabalho nacional e da importância que os quadrinhos tem na cultura pop e na CCXP.

 

Painéis

Os painéis desse ano definitivamente foram os piores de todas as edições. Talvez pela crise, ou pela série de cancelamentos, os painéis não convenciam naquilo que queriam mostrar. Tudo parecia meio perdido, meio “tapa-buraco”. Eles até tentaram resolver a falta de pessoas com entrevistas via satélite. Foi legal, mas ficou um gostinho de que era pouco para o que tinham prometido. Os melhores partes foram a homenagem do ano, Venom, Pantera Negra e Tomb Raider (impressionantemente).

A homenageada do ano foi a Fernanda Montenegro. Só isso já faria do painel épico. Mas tentaram vender uma polêmica antes e depois dele que precisa ser comentada. Alguns lugarem falaram que foi estranho ela ser a homenageada e que o público desconhecia o trabalho dela. Mentira! Ela foi ovacionada diversos momentos, entrou e saiu chorando e, pra quem não conhecia o trabalho dela completo, foi passado um vídeo sobre a carreira dela (onde os principais trabalhos também foram ovacionados pela platéia).

Rainha da TV e do cinema brasileiros.

 

Tom Hardy é extremamente cativante com o público. Não a toa, quando ele apareceu via satélite ao vivo, o painel do Venom e da Sony Pictures tomou um rumo diferente. O cara sabe interagir com o público, seja fazendo promessas de se esforçar para interpretar o Venom, seja distribuindo camisetas. Mas a parte mais legal do painel foi o bandeirão estendido pela platéia, que formou uma imagem linda com o logo do filme e a frase “We are Venom”. No fim do painel, eu já nem questionava mais se aquele filme seria bom, eu já estava vendido.

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Pantera Negra e Tomb Raider foram bons por cumprirem aquilo que a CCXP promete. Conteúdo exclusivo, pessoas famosas e divulgação do trabalho. O painel de Pantera teve entrevista com o diretor via satélite, Danai Gurira, Kevin Feige convidando o primeiro da fila pra ir assistir a premier do filme em LA e uma cena do filme que se passa num cassino. O público ficou rouco de tanto gritar. O painel de Tomb Raider teve Alicia Vikander, trailer novo, cenas de bastidores e um ‘mini show’ com cosplays. O ponto negativo é que não deixaram tirar foto de nada.

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No geral, essa CCXP foi fraca em comparação com os anos anteriores. Não sei se pela crise, pela onda de cancelamentos na semana do evento ou pela falta de organização das filas no 4º ano seguido, a sensação final é a de que o evento não cumpriu com o que vendeu junto dos meses de marketing. Mas o público presente sempre dá seu jeito de animar as coisas e faz valer o perrengue. Ano que vem estarei lá de novo, só que menos animado.

 


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Red Nightwing

Oi, meu nome é Lucas, mas pode me chamar de Red. Nerd desde criancinha, químico quase formado, a procura de emprego, administrador da página Lado Esquerdo da Força e possuidor de uma cabeça cheia de ideias para divulgar o mundo nerd e a pauta de esquerda. Meu sonho é um dia me tornar uma drag bem-sucedida.

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