Segundo ex-desenvolvedor, a EA Games preza o dinheiro e não os jogadores
Para Manveer, a mudança na EA se iniciou com as microtransações de Mass Effect 3

Segundo ex-desenvolvedor, a EA Games preza o dinheiro e não os jogadores

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Na semana passada a EA Games fechou um dos seus estúdios. A Visceral Games estava responsável pelo próximo game de Star Wars e teve as suas portas fechadas. Funcionários estão sendo remanejados para outros estúdios da empresa. Segundo comunidade da EA, isso ocorreu por que o jogo desenvolvido pela Visceral estava linear demais.

A indústria de Games vem crescendo a cada ano e já ultrapassou em renda a indústria dos cinemas. Empresas como EA Games, Activision e Ubisoft descobriram um mercado lucrativo e abusam disso. A quantidade de jogos repetitivos ou franquias mal trabalhadas vem aumentando exponencialmente.

Isso encontra explicação no mercado de games Mobile que vem se mostrando mais lucrativo do que outros. Por conta das microtransações, vimos empresas crescerem do nada nos Smartphones. É o caso da Rovio, famosa pelo game Angry Birds. Essa experiência vem rapidamente ganhando o mercado dos games para consoles e computador. Games que obrigam o jogador a comprá-lo mais vezes por meio de transações financeiras são comuns. Fifa, Sombras da Guerra e The Sims são apenas exemplos desse catálogo.

No Podcast Waypoint da Eurogamer, o desenvolvedor Manveer Heir, ex-funcionário da Bioware, outro estúdio da EA, falou sobre isso. O site Jovem Nerd traduziu:

É definitivamente algo comum na EA, eles geralmente forçam mais os jogos com mundos mais abertos. E o motivo é que você pode monetizá-los melhor. As palavras usadas lá dentro são: ‘faça com que eles voltem de novo e de novo’. Por que você se importa com isso na EA? A razão são microtransações, como comprar pacotes de cartas nos jogos de Mass Effect, o multiplayer. É a mesma razão para termos adicionado pacotes de cartas em Mass Effect 3: como você faz as pessoas continuarem voltando para algo em vez de ‘só’ jogarem por 60 ou 100 horas? (…)

O problema é que estabelecemos o orçamento acima de US$ 100 milhões e não criamos um espaço para bons jogos single-player lineares que ficam abaixo disso. Mas por que não podemos ter ambos? Por que precisa ser um ou outro? O motivo é que a EA e essas grandes publicadoras em geral apenas se importam com o maior retorno de investimento. Elas não se importam com o que os jogadores querem, elas ligam para o que os jogadores pagam. Você precisa entender a quantidade de dinheiro que está em jogo com microtransações.(…)

O problema é que estabelecemos o orçamento acima de US$ 100 milhões e não criamos um espaço para bons jogos single-player lineares que ficam abaixo disso. Mas por que não podemos ter ambos? Por que precisa ser um ou outro? O motivo é que a EA e essas grandes publicadoras em geral apenas se importam com o maior retorno de investimento. Elas não se importam com o que os jogadores querem, elas ligam para o que os jogadores pagam. Você precisa entender a quantidade de dinheiro que está em jogo com microtransações.

Parece que os games das grandes empresas vai perder cada vez mais experiência em nome do lucro. Enquanto isso, os jogos de desenvolvedoras Independentes vem ganhando espaço no mercado. No geral, a experiência é bem mais imersiva e prazerosa.

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Rafael TAB

Rafael tem 26 anos e mora no interior de São Paulo. Diagnosticado com transtorno bipolar é fissurado por cultura pop e nerd desde os 9 anos de idade quando foi apresentado ao sítio do Pica Pau Amarelo e logo depois ao fantástico mundo de Harry Potter. Hoje é um grande fã de O Senhor dos Anéis e Star Trek. Tem fascinação por áudio-visual, tecnologia e games.

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