Primeira parte da quinta temporada de Vikings chega ao fim
Imagem para dar Spoiler falso.

Primeira parte da quinta temporada de Vikings chega ao fim

Há pouca coisa registrada sobre a história dos povos vikings. Por não terem registro escrito, muita coisa se perdeu e o que sabemos hoje estão presentes apenas em contas (A Lenda de Ragnar e de seus filhos) e em registros de outros povos da Europa, como os Saxões e Franceses. Mesmo com isso, a série tentou ao máximo se aproximar do que seria a história Viking em suas primeiras temporadas. Trouxe o início das incursões no que hoje são Inglaterra e França e culminou com a morte de seu maior mito: Ragnar.

Mesmo com essa proximidade histórica, muita coisa acabou sendo relevada. Um dos exemplos é o encontro entre Ragnar e o Rei Harald, o unificador da Noruega. Ambos viveram em épocas completamente distintas, mas, na série, conviveram juntos por algum tempo. Porém, na atual temporada, o conceito histórico de Vikings foi deixado completamente de lado.

Uma das reclamações constantes da série era em relação ao seu ritmo. As cenas entre as batalhas eram recheadas de enrolações e alguns personagens, que não estavam em foco, eram negligenciados. Ainda assim foi possível ver muita coisa. A chegada de Rollo na França (personagem que será importante na história que se seguirá), a construção do mito de Ragnar e, posteriormente, a criação do mito de Ivar são alguns exemplos.

A quinta temporada começou de onde a quarta havia terminado. Após os filhos de Ragnar vingarem o seu pai, Ivar mata um de seus irmãos Sigurd e podemos ver as consequências inexistentes desse ato. Ivar pede desculpas, Bjorn ruma para o oriente médio e os filhos restantes de Ragnar vão em direção à York. York foi bastante importante na história. Após ser dominada pelos Vikings, ela serviu de entrada para incursões para dentro da Inglaterra. Essas entradas foram essenciais para, na história real, Ivar se consolidar como um suserano Inglês (após negociações com o rei Alfred).

Porém o retorno dos Vikings à suas terras, para que Ivar e Harald pudessem atacar Kattegat é completamente fora da história. Mesmo assim, isso se sagrou como a principal trama dessa metade da temporada. Foi o momento crucial para a construção do que Vikings (a série) será após a morte de seu principal personagem na temporada passada. Esse escape da história foi essencial para construir a série e abrir caminho para mais alguns anos (que deverão se seguir).

Dentro disso, o último episódio foi crucial. Ele delimitou o rumo de alguns personagens. Ele criou a base estrutural para a continuidade da série. Bjorn, Ubbe e Lagertha deverão sair de sua cidade natal, abrindo o caminho para a chegada de Ivar, Hvitserk (ou rivitizerqui haha) e Harald. Caso siga a história real (o que é uma dúvida), a treta entre Ivar e Lagertha deve terminar logo. Ivar precisa retornar à Inglaterra e seguir seu rumo. Harald deve ficar e unificar a Noruega. Bjorn deverá rumar em direção ao oriente médio novamente (talvez levando Ubbe junto). Hvitserk é meio inútil, então poderia ficar como Jarl de Kattegat ou rumar com Ivar para a Inglaterra. Tanto faz.

A última cena desse início de temporada termina com aquilo que deve chacoalhar o nível da série de vez. Rollo tá voltando e deverá colocar algo na cabeça dos que estão lutando. Lembrando que ele tem um carinho muito grande por Hvitserk e Bjorn. Além disso, ainda deve ter alguma paixonite pela Lagherta. E se tem alguém com mais experiência em fazer merda familiar e se arrepender, certamente é o personagem franco-nórdico.

Já na Inglaterra estranhamento York continua sob domínio Viking, já que Ivar rumou pra Noruega novamente. Mais um rei morreu (três reis em duas temporadas deve ser um record) e agora Alfred está no trono. Ele que é reconhecido como o primeiro monarca inglês, sendo responsável pela criação da nação inglesa. Foi bem bizarro a chegada dele ao trono mostrada na série, mas Vikings se afastou da historicidade real para se tornar uma ótima série de ficção.

Muita coisa nos aguarda na segunda metade de temporada que deve chegar em algum momento entre abril e maio. A sexta temporada já está em produção e deve estrear no final do ano.

Concluindo, Vikings é igual qualquer outra série do History Chanell (Alienígenas do Passado, Alienígenas Nazistas, Alienígenas alienistas, etc). Com a diferença de, diferente das outras, ter uma produção excelente, não deve ser levada à sério historicamente.

Rafael TAB

Rafael tem 26 anos e mora no interior de São Paulo. Diagnosticado com transtorno bipolar é fissurado por cultura pop e nerd desde os 9 anos de idade quando foi apresentado ao sítio do Pica Pau Amarelo e logo depois ao fantástico mundo de Harry Potter. Hoje é um grande fã de O Senhor dos Anéis e Star Trek. Tem fascinação por áudio-visual, tecnologia e games.
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