Por que as mulheres ainda são minoria no consumo de conteúdo nerd no Brasil?

Por que as mulheres ainda são minoria no consumo de conteúdo nerd no Brasil?

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Uma pesquisa encomendada pelo site Omelete ao instituto IBOPE constatou que 38% do público que consome conteúdo nerd no Brasil é composto por mulheres. 62% desse público é composto por homens, uma maioria.

Observando a internet é fácil acreditar, por erro, que essa quantidade de mulheres é muito menor, porém acredito ser o inverso. Esse número é muito grande frente a dificuldade apresentada para que mulheres consumam esse tipo de conteúdo.

Acompanhando alguns grupos, é frequente a publicação de conteúdos misóginos. Também é frequente e comum a quantidade de assédios pelos quais as mulheres passam.

A verdade, é que a cultura Nerd é muito tóxica.

Essa cultura abarca o consumo de obras de ficção científica, fantasias, games, entre tantas outras. No caso de games, são constantes as notícias de um ambiente tóxico para mulheres, negros e outras minorias.

Inclusive é uma pena que essa pesquisa não abordou a questão racial dessa público.

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Sou um amplo crítico e ao mesmo tempo defensor da cultura nerd/pop/geek/etc. Esses dois lados se autocompletam em mim e deveriam se autocompletar em todos.

Nós amamos as obras que consumimos e devemos nos esforçar para que todos aqueles que queiram consumi-las também possam amá-las. É de vital importância que possamos criar ambientes acolhedores para que todos possam curtir e se apaixonar por todos os universos que estão disponíveis para tal.

Precisamos ir para onde nenhum outro humano jamais esteve.

Além disso, precisamos frisar a elitização dessa cultura. A mesma pesquisa diz que 41% dos consumidores de conteúdo são da classe A e B. Essas classes correspondem a menos de 20% da população brasileira. Já falamos sobre isso aqui no site antes. Isso se dá, ainda, devido ao alto custo das obras dessa cultura, além de outros fatores.

Lembrando que o perfil de cultura nerd abarca qualquer livro, filme, série, etc de história, ficção científica, ciências, entre outras coisas, isso se apresenta como um problema a ser encarado de frente.

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A pesquisa foi apresentada na CCXP e entrevistou cerca de 12 mil pessoas.


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Rafael TAB

Rafael tem 26 anos e mora no interior de São Paulo. Diagnosticado com transtorno bipolar é fissurado por cultura pop e nerd desde os 9 anos de idade quando foi apresentado ao sítio do Pica Pau Amarelo e logo depois ao fantástico mundo de Harry Potter. Hoje é um grande fã de O Senhor dos Anéis e Star Trek. Tem fascinação por áudio-visual, tecnologia e games.

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