O reaquecimento da Guerra dos navegadores
Após vários anos, poderemos ter uma nova guerra dos navegadores?

O reaquecimento da Guerra dos navegadores

Se você, assim como eu, sente saudade da época em que haviam várias opções de navegadores que se digladiavam em questão de qualidades, é bom saber que, provavelmente, esse tempo está voltando. Em meados dos anos 2000 o mercado de navegadores encontrava-se bastante aquecido. Internet Explorer, Firefox, Netscape e Opera disputavam um mercado, que era dominado pelo navegador da Microsoft, padrão do sistema operacional Windows. Aos poucos o Firefox e outros foram crescendo e com o surgimento do Google Chrome foi possível ver uma disputa acirrada surgindo. Porém essa disputa acabou muito rápido. O navegador da Google prevaleceu e por muitos anos apenas o Explorer apresentou algum nível de competitividade.

Com uma navegação limpa e leve, o Chrome se sobressaiu dentre todos os outros. Alcançando um nível de utilização altíssimo. O Internet Explorer sempre foi conhecido como lento e carregou o fardo de ter sua imagem arruinada por versões fracas, lentas e pesadas lançadas anualmente em uma tentativa de competir com o Chrome. Ele acabou tendo um bom índice de utilização apenas por ser o navegador padrão do Windows até o Windows 8.1. O navegador da Google ainda alcançou um outro patamar quando foi colocado como padrão do Android e domina a era dos Smartphones.

Hoje os Smartphones dominam cerca de 70% da navegação na internet e não vejo um futuro próximo distante do Google Chrome nisso. Porém, também tivemos um navegador integrado ao aplicativo do Facebook, que acabou roubando uma grande parcela de usuários do Chrome nos Smartphones, mas que acaba por não ser priorizado pela empresa do Zuckita da galera.

Porém a disputa em computadores e notebook parece estar mudando aos poucos nesse momento. Os mais velhos do mercado parecem ter acordado e resolveram “imitar” o Google Chrome, ao mesmo passo que trazem novas funcionalidades.

A primeira foi a Microsoft, que aposentou o Internet Explorer e apresentou o navegador Edge. Leve, padrão do Windows 10 e completamente sincronizado com a Cortana, ele ganhou o coração de muita gente. Mas ainda apresenta uma incompatibilidade irritante com vários elementos de mídia presentes em sites, como a abertura de arquivos PDF. Isso fez com que o Edge começasse a ficar para trás na corrida e reduziu as esperanças da empresa de Bill Gates em desbancar o Google Chrome.

Mas é a Mozilla que agora vem trazendo mais novidades. O seu navegador, Firefox, ainda é bastante utilizado na Europa, África e Oceania, porém corre bastante atrás do Chrome atualmente. Para tentar desbancar o navegador da gigante de pesquisas, a Mozilla acaba de apresentar novas funcionalidades. Além de um sistema mais seguro, o novo Firefox, chamado de Quantum, trouxe diversas mudanças internas. A maior delas é o novo gerenciamento de memória RAM, um dos grandes problemas que ainda permanecem no Google Chrome e no Edge.

Enquanto o Edge continua tendo um sistema bem arcaico, que encara cada nova aba aberta como uma abertura diferente do programa, o que gera um peso absurdo em memória RAM para manter todo o conteúdo disponível, o Chrome já apresenta um sistema que encara gerencia cada uma das abas dentro de um mesmo processo, trazendo um menor uso de memória RAM, mas ocasionando travamentos inexplicáveis de vez em quando. Nesse quesito, o Firefox parece ter dado um passo adiante e construiu um sistema que agrupam várias abas como se fossem exatamente o mesmo processo. É como se todo o conteúdo estivesse aberto de uma vez só, mas invisíveis até que você resolva abri-los. Isso faz com que o nível de processamento seja levemente aumentado, o que não é um problema hoje em dia, graças ao processamento absurdo que os computadores tem, e reduz muito o peso e o consumo de memória RAM. Isso faz com que o Firefox se torne o navegador mais leve do mercado, melhorando desde a utilização de outros softwares mais parrudos em conjunto com o navegador até a abertura de vários conteúdos na web.

O Chrome ainda tem uma larga vantagem atualmente. É o mais utilizado do mundo e ainda oferece uma boa integração com os muitos e muitos serviços do Google com os quais nos deparamos, mas pode ver o seu reinado ameaçado pelo Firefox e por futuras mudanças que possam ocorrer no Edge.

Enquanto isso, o Opera parece ainda quase morto, mas não me assustaria por alguma novidade em breve. O Safari permanece no seu nicho de utilizadores de computadores da Apple. Também temos o Tor, navegador privado e considerado o mais seguro do mundo e que é utilizado largamente em zonas de guerra ou regiões amplamente fechadas e censuradas para disseminar informações.

Um detalhe interessante e que pode vir a ser importante no futuro é o crescimento acentuado do navegador SRWare Iron, gratuito e de código aberto, que vem tendo um crescimento exponencial nos últimos meses, disponível para Smartphones Android, Windows, MAC e Linux.

Será que em breve teremos uma nova guerra de navegadores?

Citados aqui

*Netscape não está mais em produção desde 2009.

Rafael TAB

Rafael tem 26 anos e mora no interior de São Paulo. Diagnosticado com transtorno bipolar é fissurado por cultura pop e nerd desde os 9 anos de idade quando foi apresentado ao sítio do Pica Pau Amarelo e logo depois ao fantástico mundo de Harry Potter. Hoje é um grande fã de O Senhor dos Anéis e Star Trek. Tem fascinação por áudio-visual, tecnologia e games.
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