Filmes para entender o AI-5 e a ditadura Brasileira
Cena do filme Batismo de Sangue

Filmes para entender o AI-5 e a ditadura Brasileira

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Hoje fazem 50 anos do Ato Institucional número 5. Ele foi uma medida colocada pela ditadura que visou silenciar os meios de comunicação do Brasil em 1968. Por meio dele, a ditadura Brasileira pôde se consolidar. Após esse ato, os principais atos de barbárie daquele período, com assassinatos, estupros e torturas, se tornaram possíveis.

Nesse 13 de dezembro, vamos descomemorar o AI-5. Para compreenderem o que ele causou, reunimos alguns filmes que podem nos ajudar a compreender essa época.

AI-5, o Dia que Não Existiu (2001)

O documentário reproduz a histórica e pouco conhecida sessão da Câmara dos Deputados que negou licença para processar Márcio Moreira Alves. O então deputado é considerado o provocador do Ato Inconstitucional que desencadeou o período mais difícil do regime ditatorial militar brasileiro. A ata dessa sessão legislativa jamais foi publicada pelo Diário Oficial e, até a virada do século, ninguém tinha conhecimento de sua existência.

O filme está disponível no youtube:

O que É Isso, Companheiro? (1997)

Em 1964, um golpe militar derruba o governo democrático brasileiro e, após alguns anos de manifestações políticas, é promulgado em dezembro de 1968 o Ato Constitucional nº 5, que nada mais era que o golpe dentro do golpe, pois acabava com a liberdade de imprensa e os direitos civis. Neste período vários estudantes abraçam a luta armada, entrando na clandestinidade, e em 1969 militantes do MR-8 elaboram um plano para seqüestrar o embaixador dos Estados Unidos (Alan Arkin) para trocá-lo por prisioneiros políticos, que eram torturados nos porões da ditadura.

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A obra também está disponível no Youtube:

Hércules 56 (2006)

Documentário que tem como personagens principais os nove remanescentes do grupo de quinze presos políticos que, em 7 de setembro de 1969, foram trocados pelo embaixador americano Charles Burke Elbrick, sequestrado três dias antes, no Rio de Janeiro, por duas organizações revolucionárias em luta contra o regime militar. Como se fosse uma mesa de bar, alguns dos homens que planejaram e realizaram o sequestro rememoram o período, as motivações do ato político, o modo como se definiu da lista dos presos a serem liberados, o texto do manifesto e as conseqüências políticas da ação.

Batismo de Sangue (2006)

São Paulo, fim dos anos 60. O convento dos frades dominicanos torna-se uma trincheira de resistência à ditadura militar que governa o Brasil. Movidos por ideais cristãos, os freis Tito (Caio Blat), Betto (Daniel de Oliveira), Oswaldo (Ângelo Antônio), Fernando (Léo Quintão) e Ivo (Odilon Esteves) passam a apoiar o grupo guerrilheiro Ação Libertadora Nacional, comandado por Carlos Marighella (Marku Ribas). Eles logo passam a ser vigiados pela polícia e posteriormente são presos, passando por terríveis torturas.

Barra 68 – Sem Perder a Ternura (2001)

Histórico sobre a criação da Universidade de Brasília, as inovações que ela propunha, a perseguição que sofreu iniciada com o Regime militar de 1964, até sua invasão pelo Exército Brasileiro em 1968. Narrado por Othon Bastos, conta com depoimentos de Oscar Niemeyer, Roberto Salmeron, Jean-Claude Bernardet, Ana Miranda, Marcos Santilli, Cacá Diegues, José Carlos de Almeida Azevedo e familiares de Honestino Guimarães, entre outros.

O Ano em que meus Pais Saíram de Férias – 2006

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1970. Mauro (Michel Joelsas) é um garoto mineiro de 12 anos, que adora futebol e jogo de botão. Um dia sua vida muda completamente, já que seus pais saem de férias de forma inesperada e sem motivo aparente para ele. Na verdade os pais de Mauro foram obrigados a fugir por serem de esquerda e serem perseguidos pela ditadura, tendo que deixá-lo com o avô paterno (Paulo Autran). Porém o avô enfrenta problemas, o que faz com que Mauro tenha que ficar com Shlomo (Germano Haiut), um velho judeu solitário que é seu vizinho. Enquanto aguarda um telefonema dos pais, Mauro precisa lidar com sua nova realidade, que tem momentos de tristeza pela situação em que vive e também de alegria, ao acompanhar o desempenho da seleção brasileira na Copa do Mundo.

Bônus

Game – Prison Island

Prison Island, ou Ilha do Presídio, é um game criado pela desenvolvedora nacional Utopia Game Studio e propõe uma experiência de exploração em primeira pessoa em uma ilha abandonada, utilizada como prisão durante a Ditadura Militar.

Você assume o papel de uma jovem historiadora, que viaja até Porto Alegre para conhecer o local de perto. Ao investigar pistas sobre os acontecimentos da época do funcionamento, surpreende-se com visões das atrocidades do passado… Essa é a trama do título, que, como dá para notar, oferece atmosfera de terror e mistério

O Game pode ser baixado na GameJolt e ainda está em sua versão de testes.

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Rafael TAB

Rafael tem 26 anos e mora no interior de São Paulo. Diagnosticado com transtorno bipolar é fissurado por cultura pop e nerd desde os 9 anos de idade quando foi apresentado ao sítio do Pica Pau Amarelo e logo depois ao fantástico mundo de Harry Potter. Hoje é um grande fã de O Senhor dos Anéis e Star Trek. Tem fascinação por áudio-visual, tecnologia e games.

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