Facebook está morrendo, mas ainda vai demorar para desligarem as máquinas

Facebook está morrendo, mas ainda vai demorar para desligarem as máquinas

Eu era da época do Orkut, quando diziam que a rede social jamais iria morrer no país. Mas (no céu tem pão?) ela morreu.

Uma sensação parecida ocorre com o Facebook. Ele se integrou tanto em nossa rotina diária que pensar sobre o fim da rede social parece ser loucura. Será que o Facebook nunca morrerá? Será que ele continuará sempre tão presente na rotina de quase 1/4 do mundo?

Alguns dados indicam que não. Informações divulgadas em alguns lugares dão sinais do desgaste da rede social que, em uma tentativa desesperada de retomar crescimento, vem entrando num looping de erros graves.

Os primeiros dados oficiais vem da própria empresa de Zuckerberg. Das informações divulgadas nas últimas semanas, duas são importantes nesse momento: O Facebook está vendo a média de idade de seus usuários envelhecer, enquanto que seu tempo de uso geral vem diminuindo.

Segundo informações da empresa, o número de usuários entre 12 e 24 anos caiu cerca de 9% em 2017. Esse declínio é superior ao estimado anteriormente, que apontava uma queda de apenas 3%. Enquanto isso, dados oficiais da empresa, indicam que houve redução do tempo em que pessoas do mundo utilizam a rede social. Essa redução foi de, pelo menos, 500 mil horas em 2017.

Esses números ainda não são tão alarmantes para uma rede social de 1,37 bilhões de usuários, mas mostram sinais de um futuro sem a rede. Em sua Terra natal, os Estados Unidos, a rede social viu o número de usuários diminuir 1 milhão em apenas um ano.

Preocupados com essa redução, o Facebook começa a implementar medidas que parecem ser desesperadas. Uma das últimas foi a redução no alcance de páginas para aumentar o alcance de perfis pessoais. Segundo a lógica do Facebook, as pessoas estão interessadas em ver o cotidiano de outras pessoas e não notícias. Essa medida recebeu crítica pelo potencial de aumentar a circulação de Fake News. A Folha de São Paulo, maior jornal do país, anunciou que não utilizará mais a rede social para divulgar seu conteúdo. Outros veículos ao redor do mundo devem seguir o mesmo caminho em breve, ao verem a redução drástica do alcance de seus conteúdos. Com isso, pessoas em busca de conteúdo também acabaram migrando de rede.

Isso também deve ser um golpe fatal em novos e pequenos negócios, ideias e projetos. Sem o alcance proporcionado pelo Facebook, esses canais podem enxergar em outras redes sociais um caminho para divulgação, reduzindo a quantidade de conteúdo original criado na rede social de Zuckerberg.

São alguns pequenos (e médios) sinais que mostram um caminho para o fim do Facebook como rede social. Isso deve demorar algum tempo para acontecer, mas são sinais preocupantes para a rede social.

Rafael TAB

Rafael tem 26 anos e mora no interior de São Paulo. Diagnosticado com transtorno bipolar é fissurado por cultura pop e nerd desde os 9 anos de idade quando foi apresentado ao sítio do Pica Pau Amarelo e logo depois ao fantástico mundo de Harry Potter. Hoje é um grande fã de O Senhor dos Anéis e Star Trek. Tem fascinação por áudio-visual, tecnologia e games.
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