Estados Unidos e China explicados por Assassin’s Creed: Odyssey.

Estados Unidos e China explicados por Assassin’s Creed: Odyssey.

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As pessoas que estão jogando Assassin’s Creed: Odyssey foram transportados para a Antiga Grécia durante esses últimos meses. Mais especificamente, nós somos colocados em meio a guerra do Peloponeso. O game da Ubisoft explica essa guerra, mas sempre é bom relembrarmos.

Imagem de assassins Creed: Odyssey. Dois navis são observador, um tem uma bandeira azul e o outro tem uma bandeira vermelha.
Atenas (azul) e Esparta (vermelho) estão em constante conflito no game.

Guerra do Peloponeso

A guerra do Peloponeso foi um conflito armado entre Atenas (centro político e civilizacional do mundo ocidental no século V a.C.) e Esparta (cidade-Estado de tradição militarista e costumes austeros), de 431 a 404 a.C. Sua história foi detalhadamente registrada por Tucídides, na obra História da Guerra do Peloponeso, e por Xenofonte, na obra Helênicas. De acordo com Tucídides, a razão fundamental da guerra foi o crescimento do poder ateniense e o temor que tal despertava entre os espartanos. A cidade de Corinto foi especialmente atuante, pressionando Esparta a fim de que esta declarasse guerra contra Atenas. – Wikipedia

O personagem que escolhemos, Cassandra ou Alexios, é colocado no contexto dessa guerra. Durante várias missões vamos entendendo o que aconteceu ali. Enquanto jogava, não consegui deixar de pensar no mundo atual.

Atenas vs Esparta

Até a Guerra do Peloponeso, Esparta era conhecida por ser a maior cidade-estado do mundo conhecido. Isso pode ser visto, por exemplo, na HQ 300, de Frank Miller, ou no filme de mesmo nome dirigido por Zack Snyder (antes do diretor ir destruir o universo da DC nos cinemas).

Do outro lado do território da Grécia, temos Atenas, uma cidade em crescete ascensão social e política. A cidade em homenagem a deusa grega da sabedoria e da guerra crescia em poderio militar e econômico.

Armadilha de Tucídides

A imagem mostra um soldado ateniense e um soldado espartano lutando. No meio, uma mulher nua parece tentar apartar a briga.
A Guerra do Peloponeso retratado em uma gravura grega.

Isso causou um atrito entre ambas, o que descambou na Guerra do Peloponeso. Corinto foi a cidade estado que deu inicio ao conflito, sendo o catalisador da guerra entre as duas potências gregas.

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Isso foi percebido pelo historiador Tucídides, que declarou que Corinto havia sido a responsável pela guerra. Essa responsabilidade vinha por meio de ações de Corinto, rival de Atenas, que fez com que as duas potências fossem arrastadas pela Guerra. Atenas precisou atacar Corinto para defender seu território. Esparta precisou defender Corinto que era seu aliado estratégico.

Essa percepção deu origem ao termo Armadilha de Tucídides, que seria utilizado em outros momentos da história do mundo.

Primeira Guerra Mundial

No início do século XX nós também tínhamos duas potencias mundiais. A Inglaterra já estava estabelecida há tempos, enquanto que a Alemanha era a potência em crescimento. Havia uma tensão comercial clara entre os dois países, mas ambos evitavam a Guerra.

Em 28 de junho de 1914, Franz Ferdinand, arquiduque da Áustria (não a banda de rock inglês), é morto na Bósnia. Isso inicia um conflito entre Áustria e Bósnia.

Imagem de diversos soldados atravessando o campo de batalha. Foto em preto e branco da primeira guerra.
Há cem anos, em 1918, terminava a Primeira Guerra Mundial que deixou milhões de mortos.
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Alemanha e Inglaterra são arrastados para esse conflito para defender seus aliados. Em pouco tempo, toda a Europa entrou em guerra, dando início à Primeira Guerra Mundial.

Novamente tínhamos duas potências e a armadilha de Tucídides agindo. Um conflito menor, iniciar uma guerra total.

Na atualidade: Estados Unidos vs China

Esses foram apenas dois exemplos da Armadilha de Tucídides. Ao longo da história tivemos vários. A Guerra Fria, em especial a guerra da Coreia e do Vietnã, é outro exemplo dessa armadilha.

Na atualidade, novamente temos duas potências em conflito. EUA é a potência consolidada e a China a potência em crescimento. Ambas já travam uma guerra comercial há algum tempo. Também tivemos pequenas ameaças de guerra militar entre ambos os países algumas vezes nos últimos tempos, mas, por enquanto, nada sério.

Será que logo veremos esse conflito se tornar real? Cairemos novamente na armadilha de Tucídides? Vários países podem iniciar essa guerra. O conflito entre Coreia do Norte e Coreia do Sul ou entre Arábia Saudita e Irã podem levar ambos os países a se enfrentarem diretamente em algum tempo.

Charge mostra um dragão com a bandeira da china disputando uma queda de braços com uma Águia com a bandeira dos Estados Unidos.
China e Estados Unidos parecem cada vez mais próximos de um conflito.

Porém, vale lembrar que a história não é fatalista e tudo pode acontecer de maneira diferente. Mas é sempre importante prestarmos atenção nas lições que podemos tirar delas. Pode ser um game, um filme ou um livro. 

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Os sinais de um possível conflito militar entre China e Estados Unidos estão evidentes e é preciso esforço para evitá-lo. Assassins’s Creed: Odyssey acaba comentando a atualidade por meio da história e pode servir de base para entender ambas.


Leia a análise de Assassin’s Creed: Odyssey.

Também indico o vídeo do canal Meteoro Brasil sobre a Armadilha de Tucídides. Veja abaixo:


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Rafael TAB

Rafael tem 26 anos e mora no interior de São Paulo. Diagnosticado com transtorno bipolar é fissurado por cultura pop e nerd desde os 9 anos de idade quando foi apresentado ao sítio do Pica Pau Amarelo e logo depois ao fantástico mundo de Harry Potter. Hoje é um grande fã de O Senhor dos Anéis e Star Trek. Tem fascinação por áudio-visual, tecnologia e games.

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