Erro na tradução leva revista a chamar Millie Bobby Brown de “uma das mulheres mais sexys da televisão”
Erro em revista espanhola fez com que Millie fosse chamada de sexy

Erro na tradução leva revista a chamar Millie Bobby Brown de “uma das mulheres mais sexys da televisão”

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A revista espanhola “Vanitatis” ao traduzir uma notícia veiculada originalmente pelo pela W Magazine, acabou por traduzir erroneamente a palavra “hottest” para “sexy” quando o texto original o sentido da palavra se aproximava de “em destaque“.  O resultado foi um titulo no mínimo, desonesto, que gerou uma polêmica sobre sexualização de crianças dentro de veículos de mídia, o que reacendeu o debate sobre o a sexualização precoce de crianças, principalmente as que estão em constante exposição na TV.

Não é o primeiro caso onde a ideia sexualizada se associa a imagem de uma criança. Em 2015, a funkeira MC Melody foi tema de debates por conta de sua exposição. Tanto na vestimenta, quanto nas poses ela, na época com oito anos foi alvo de investigação do Ministério Público depois do seu pai divulgar fotos e vídeos no Facebook com a menina em poses sensuais. Mais recentemente, também o tema foi levantado com o programa “Master Chef Junior”, a versão juvenil do homônimo really show, na sua edição de 2015. Naquela edição, Valentina (12) foi alvo de vários twitts sexualizados.

Millie Bobby Brown ainda que não chamada de sexy, como erroneamente foi alegado pelo veículo de mídia espanhol, já tem sua própria fantasia para este Halloween, que também deixa a questionar até onde o uso de crianças em publicidade não acaba reforçando a visão sexualizada de crianças. Não é um fenômeno isolado a apenas imagens e twitts. Em muitos buscadores de conteúdo adulto, no Brasil uma das palavras mais buscadas é justamente novinha (ou em ingles, teen). Isso leva a crer que eventualmente isso irá ocorrer, enquanto o debate prossegue e a imagem juvenil é mais e mais sexualizada nos meios de comunicação e publicidade. Seja para seja para vender tabloides, colocar em outdoors, vender fantasias de Halloween, ou participar de clipes musicais.


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Rodrigo

Estudante universitário, 26 anos. Gamer, LGBT, com o coração a esquerda do peito e espectro político. Formado no N64 e em perder horas lendo sobre tudo e qualquer coisa, este pokemon pode ser encontrado no interior de São Paulo, geralmente com seus fones ouvindo lo-fi hip hop ou estudando sobre quarks e estrelas de neutrons.

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