Doctor Who – O que é a dispraxia, condição do companion Ryan Sinclair?
Além das aventuras no tempo e espaço, Ryan precisa lidar com a displaxia.

Doctor Who – O que é a dispraxia, condição do companion Ryan Sinclair?

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Doctor Who apresentou em sua 11º temporada três novos companions. Ryan Sinclair é um deles. O personagem foi apresentado no primeiro episódio desse novo ano. Sua introdução acabou sendo focada na dispraxia, uma condição que afetava o personagem que não conseguia subir escadas ou andar de bicicleta.

Mas, afinal, o que é a Dispraxia?

Segunda a médica Adriana Falcão Duarte, a dispraxia é “uma disfunção motoraneurológica que impede o cérebro de desempenhar os movimentos corretamente”.

A dispraxia é dividida em quatro tipos, que podem afetar as funções de uma pessoa. O site da Adriana cita os quatro tipos:

  • Dispraxia motora – Incluem dificuldades ao nível do esquema corporal e atraso na organização motora (vestir, comer, etc.). Pode, igualmente, estar associada à lentidão, imprecisão e dificuldades de planificação de movimentos simples: quando se chama vulgarmente uma criança de desajeitada ou atrapalhada;
  • Dispraxia espacial – Caracterizada por uma desorganização do gesto, do esquema corporal e das relações com o espaço. Podem surgir, dificuldades de seriação e classificação, bem como de utilização de conceitos (ex: alto, baixo, etc.);
  • Dispraxia postural – Dificuldades na postura, que se refletem num movimento realizado sem ritmo e com pouco controle;
  • Dispraxia Verbal: perturbação do desenvolvimento da linguagem que se caracteriza por um déficit da fala: déficit fonológico, fonético e na implementação do programa motor da fala.

É uma doença pouco conhecida no Brasil e há poucos dados sobre quantas pessoas são afetadas por ela.

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O caso mais famoso atualmente é o do ator Daniel Radcliffe, que interpretou Harry Potter nos cinemas.

Não é uma doença

A dispraxia não é considerada uma doença e, portanto, não tem uma cura, porém pode ser atenuada com algumas intervenções.

Luciana Brites, especialista na doença, frisou que é necessário existir uma estimulação psicomotora. Isso envolve o acompanhamento de um terapeuta ocupacional para desenvolver atividades que estimulem o cérebro a lidar com a condição.

Segundo ela:

Há casos que a dispraxia pode vir acompanhada de um outro problema, como Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). A medicação auxilia muito nesses casos, pois quando melhora o quadro de TDAH os problemas motores também melhoram.


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Rafael TAB

Rafael tem 26 anos e mora no interior de São Paulo. Diagnosticado com transtorno bipolar é fissurado por cultura pop e nerd desde os 9 anos de idade quando foi apresentado ao sítio do Pica Pau Amarelo e logo depois ao fantástico mundo de Harry Potter. Hoje é um grande fã de O Senhor dos Anéis e Star Trek. Tem fascinação por áudio-visual, tecnologia e games.

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