Doctor Who – Após apresentar uma nova doctor e três novos companions, Doctor Who é mediano em seu 11º ano.
A Doutora e seus companions no primeiro episódio

Doctor Who – Após apresentar uma nova doctor e três novos companions, Doctor Who é mediano em seu 11º ano.

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Doctor Who é a série mais longeva da televisão mundial. A série de ficção científica que inicialmente tinha o propósito de ensinar ciência e história para crianças finalizou seu 11º ano após o seu retorno no último domingo. Ficou claro que o showrunner, Chris Chibnall tentou testar algumas novidades e foi pouco eficaz. Mesmo com a temporada tendo alguns bons episódios e um ótimo (Rosa), não foi possível deixar todos os fãs felizes.

A principal crítica foi pelo fato dos companheiros principais da nova Doctor não terem sido desenvolvidos de maneira satisfatória. Com exceção de Graham (Bradley Walsh), tivemos outros dois companions, Ryan (Tosin Cole) e Yasmin (Mandip Gill) que foram mal explorados. Chibnall ficou conhecido justamente por desenvolver personagens de maneira primorosa na séria Broadchurch, mas na série da Doutora (Jodie Whittaker) ele deixou a desejar. Yasmin permaneceu escanteada durante toda a temporada, servindo apenas de escada para algumas situações sem ser desenvolvida profundamente em nenhum momento. Já Ryan teve um bom início, sendo positivo vermos um personagem com uma deficiência, porém pouco aproveitado. Sua Dispraxia acabou sendo pouco utilizada durante a série, sendo apenas citada algumas vezes, mas sem trazer grande interferência na vida do personagem.

O time Doctor acabou agindo como um time em apenas um episódio (Kerblam), aparentando ser parcialmente ou totalmente dispensável em todos os outros.

Em relação a Doctor, tivemos um mediano desenvolvimento de personagem. Porém a resistência de Chibnall em linkar a nova temporada com todo o passado da série acabou se tornando um erro. Tivemos uma Doctor que não refletia muitas vezes o seu passado. Por mais que a atuação da atriz Jodie Whittaker tenha sido louvável, faltou roteiro para que ela pudesse atuar.

Temporada mais política

Essa foi sem dúvida a temporada com maiores discussões políticas e sociais da série. O melhor episódio foi justamente o que mais se apegou nesse debate. Em Rosa, vimos a doutora e seus amigos conhecendo Rosa Parks, tentando salvar a história da mulher que NÃO se levantou e enfrentou o racismo nos Estados Unidos. Como um bônus, ainda tivemos uma pequena aparição de Martin Luther King.

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Além desse, também tivemos Kerblan, um episódio que misturou a crítica ao capitalismo, à automação do trabalho e à xenofobia, ao colocar o Time Tardis para solucionar mistérios em uma grande distribuidora de produtos, parecido com a Amazon do mundo real.

Temporada introdutória

Mesmo com críticas, o 11º ano se apresenta como um bom pontapé inicial a pessoas que queiram iniciar a sua jornada em Doctor Who. É uma temporada introdutória, que explica vários temas clássicos de Doctor.

Aconselho que pessoas interessadas ouçam os podcasts do site Universo Who, que fez críticas de cada um dos episódios dessa temporada.


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Rafael TAB

Rafael tem 26 anos e mora no interior de São Paulo. Diagnosticado com transtorno bipolar é fissurado por cultura pop e nerd desde os 9 anos de idade quando foi apresentado ao sítio do Pica Pau Amarelo e logo depois ao fantástico mundo de Harry Potter. Hoje é um grande fã de O Senhor dos Anéis e Star Trek. Tem fascinação por áudio-visual, tecnologia e games.

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