Divindades africanas se transformam em Super Heróis

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A falta de heróis e heroínas negros nas HQs já é algo debatido a tempos. No cinema, apenas agora temos a chegada de alguns heróis negros, como Pantera Negra e Falcão. Além de exemplos antigos como Blade e Tempestade. Heróis e Heroínas negros ainda são exceção e sua quantidade não reflete o mundo real.

Pensando nisso, o cartunista Hugo Canuto lançou um projeto de financiamento coletivo em 2016. Seu objetivo foi transformar divindades das várias culturas do continente africano em super-heróis.

Com o projeto finalizado, o lançamento da história em quadrinho ocorreu na CCXP (Comic Con brasileira), que terminou ontem.

Canuto batizou a obra de O Conto dos Orixás.

“Era um tempo de reis e heróis sobre a terra…ali, entre o oceano seco de areia e as florestas de chuva, havia um mosaico de povos cujas cidades, feitas de marfim e bronze amavam a guerra e o comércio com a mesma intensidade…artesãos, sábios e feiticeiros, que marcaram para sempre dois continentes.”

Esse é o universo dos Contos dos Orixás construído a partir dos Itan, as histórias contadas oralmente por séculos entre os Yorubás, situadas hoje entre a Nigéria e Benin, cujos filhos espalhados pela diáspora da opressão criaram raízes no Brasil.

Quando entidades como Xangô, Exú e Yemanjá caminhavam entre os homens, influenciando seus destinos, auxiliando e protegendo os mortais. (Catarse de O conto dos Orixás)

O quadrinista conseguiu arrecadas com o financiamento coletivo cerca de três vezes o valor necessário. O excedente foi doado para projetos sociais de Salvador, cidade natal de Hugo Canuto. Além disso, ele também doou cem cópias da obra para escolas da região da grande salvador.

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Caso você queira comprar a obra, você ainda pode ajudar no financiamento coletivo pelo Catarse, que continua aberto até janeiro de 2019. Para ter acesso ao Conto dos Orixás, o apoio mínimo é de 20 reais. Acesse o Catarse do projeto para saber mais.

Como mostrado com Pantera Negra nos cinemas, existirem obras com personagens negros é importantíssimo. Super-heróis são inspirações e precisamos de um mundo em que todo mundo possa se identificar e se inspirar.


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Rafael TAB

Rafael tem 26 anos e mora no interior de São Paulo. Diagnosticado com transtorno bipolar é fissurado por cultura pop e nerd desde os 9 anos de idade quando foi apresentado ao sítio do Pica Pau Amarelo e logo depois ao fantástico mundo de Harry Potter. Hoje é um grande fã de O Senhor dos Anéis e Star Trek. Tem fascinação por áudio-visual, tecnologia e games.

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