Diário de Anne Frank recebe adaptação em quadrinhos

Diário de Anne Frank recebe adaptação em quadrinhos

Em tempos de retorno de ideologias como o nazismo, relembrar se torna extremamente necessário e histórias como a de Anne Frank são necessárias para humanizar as vitimas de regimes ditatoriais que desumanizaram parcelas da sociedade.

É com essa premissa que os autores Ari Folman e David Polanski decidiram relançar a obra aclamada tanto na literatura quanto no cinema como uma obra em quadrinhos, tentando levar a história para novas gerações de leitores. A obra segue a história já contada no livro da autora Anne Frank e no filme que já foi levado várias vezes ao cinema por diretores como George Stevens, Hans Steinbichler, Robert Dornhelm e Akinori Nagaoka (que fez uma belíssima animação sobre a história).

Anne Frank é uma história universal que merece ser revista por todas as pessoas.

Segundo o jornal El País:

Não há sangue no diário original de Anne Frank, publicado em 1947, nem no diário em quadrinhos que será lançado no Brasil em outubro pela editora Record. Não aparecem trens carregados de deportados nem câmaras de gás. É quase minimalista. Anne Frank conta o Holocausto sem contá-lo. A parte mais terrível – a detenção e os sete meses de peregrinação por campos de concentração e a morte da adolescente – não aparece no texto original: Anne Frank parou de escrever o diário antes de ser descoberta e, na versão em quadrinhos, é um breve epílogo escrito pelos autores.

A Anne Frank de Folman e Polonsky é real, é cotidiana. E se materializa em seus desenhos.

“É uma história cotidiana: o que significa passar dois anos escondido”, disse Folman ao EL PAÍS em Paris. Polonsky estava sentado ao lado dele. “E esperamos, de verdade, que os leitores possam fazer uma conexão com nossos tempos. Embora eu seja um pouco cético”.

“Isso aconteceu há 75 anos. E continua acontecendo”, prossegue Folman. “Nas zonas de guerra. No Oriente Médio. No Sudão do Sul. Em Burundi. [O Diário de Anne Frank] parece história antiga. Mas continua acontecendo”.

Um dos efeitos da leitura do novo O Diário de Anne Frank é desmitificar o ícone, aproximá-lo de leitores jovens que podem se sentir intimidados por uma obra que é canônica e de leitura obrigatória em muitas escolas, ou de leitores que desconhecem a história de Anne e a História do Holocausto.

O quadrinho será lançado no Brasil em outubro pela Editora Record.

Rafael TAB

Rafael tem 26 anos e mora no interior de São Paulo. Diagnosticado com transtorno bipolar é fissurado por cultura pop e nerd desde os 9 anos de idade quando foi apresentado ao sítio do Pica Pau Amarelo e logo depois ao fantástico mundo de Harry Potter. Hoje é um grande fã de O Senhor dos Anéis e Star Trek. Tem fascinação por áudio-visual, tecnologia e games.
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