DC Comics recebe prêmio por abordar representatividade LGBT em suas Histórias
A mulher morcego é uma das personagens LGBT da DC Comics.

DC Comics recebe prêmio por abordar representatividade LGBT em suas Histórias

Compartilhe!

Publicidade

Por muitos anos personagens LGBT ficaram de fora da cultura pop. Os quadrinhos eram um exemplo de mídia que não exibia a realidade em suas páginas. Mas isso vem mudando, graças à pressão do público, à nova leva de quadrinistas e, logicamente, o elemento comercial. A editora percebeu que o público LGBT é uma parcela de mercado que poderia ser atingida. E a melhor forma de fazer isso era levando representatividade às suas páginas. Não acredito que as mudanças necessárias virão por meio da mercantilização de uma parcela social, mas qualquer alteração do Status Quo é bem vinda.

Na editora do Superman e Batman, essa alteração foi sentida. Tão sentida que inclusive foi considerada digna de prêmio. Por isso, a DC Comics recebeu o “Prêmio Visionária” da GLSEN, uma organização que luta pelo direito das pessoas LGBT.

Segundo o Omelete, a presidente da organização, Eliza Byard, disse que “Super-heróis contam com um poderoso espaço na nossa cultura popular. Igualmente poderoso para a juventude LGBT é se ver representada nesse mundo e a DC permite isso”. E ela ainda complementou a importância do fato ao afirmar que “O comprometimento da DC em representar personagens LGBT em todas as formas em sua mídia é incrivelmente importante e empoderador”.

A LGSEN elogiou principalmente as histórias da Batwoman, uma das primeiras personagens homossexuais à estrelar sua própria obra. Além disso também teceu elogios pela participação da personagem Alysia Yeoh, que é transexual e tem relevância nos quadrinhos da versão feminina do homem morcego.

Logicamente, é preciso afirmar que a representatividade nos quadrinhos de várias parcelas sociais importantes da nossa sociedade ainda é baixa. Também é necessário questionar a mercantilização feita com esses personagens, onde as empresas, muitas vezes, acabam vendo tais parcelas sociais apenas como um mercado a ser atingido. Porém a representatividade é importante. Tanto pelo potencial de pessoas se verem nas histórias que consomem, quanto por mostrar à todos que essas pessoas existem e tem direito à respeito e vidas dignas.

Publicidade

Compartilhe!

Rafael TAB

Rafael tem 26 anos e mora no interior de São Paulo. Diagnosticado com transtorno bipolar é fissurado por cultura pop e nerd desde os 9 anos de idade quando foi apresentado ao sítio do Pica Pau Amarelo e logo depois ao fantástico mundo de Harry Potter. Hoje é um grande fã de O Senhor dos Anéis e Star Trek. Tem fascinação por áudio-visual, tecnologia e games.

Deixe uma resposta

Fechar Menu