Cuidado com a VPN gratuita do Facebook

Cuidado com a VPN gratuita do Facebook

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Primeiramente (fora Temer!) o que é uma VPN? Achou que eu ia trazer a definição da Wikipedia? Achou errado, otaku! A da Wikipedia é muito complicada, então trouxe a definição do CanalTech, que continua sendo complicada:

“VPN ou Virtual Private Network (Rede Privada Virtual) trata-se de uma rede privada construída sobre a infraestrutura de uma rede pública. Essa é uma forma de conectar dois computadores através de uma rede pública, como a Internet. Ao invés de realizar esse procedimento por meio de links dedicados ou redes de pacotes, como Frame Relay e X.25, utiliza-se a infraestrutura da internet para conectar redes distantes e remotas.”

Não entendeu ainda? Normal. Esses termos de informática são bem chatos às vezes. Para explicar melhor, vou utilizar o próprio motivo dessa publicação: A VPN gratuita do Facebook.

Em 2013 a empresa de Mark Zuckemberg comprou a Onavo Protect, um serviço de VPN. Então eles tiveram uma VPN (vou continuar repetindo isso, pois é um nome divertido de se escrever) para chamar de seu. Assim como a grande parte dos seus serviços, eles lançaram essa VPN “gratuitamente” no mercado. Mas afinal, o que ela faz?

A Onavo Protect (a VPN do Facebook – repetindo mais uma vez) garante que você possa navegar na internet de forma “segura”, rastreando sites e aplicativos que podem ser prejudiciais ao seu computador, smartphone ou tablet para te notificar ou bloquear os conteúdos inseguros. Além disso, ele garante que manterá em segurança suas informações de privacidades, dados bancários, etc.

Essa VPN do Facebook funciona como um serviço intermediário na internet. Tudo o que você faz online passará pelos servidores da empresa. Absolutamente tudo! Esses servidores analisarão os serviços para garantir a tal “segurança” prometida.

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Mas, como alegria de pobre dura pouco, há um problema nesse modelo de “gratuidade” de serviços. É algo que abrange todos os serviços do Facebook (e também da Google). A realidade é que os serviços “gratuitos” na verdade são pagos. Apenas não pagamos eles com o nosso dinheiro, mas sim com informações sobre nós.

Quando você aceita ter uma conta no Facebook, WhatsApp ou Instagram, você está pagando por esses serviços ao revelar o seu padrão de uso para o Facebook, que venderá essas informações e/ou as utilizará para analisar o padrão de uso e oferecer serviços que atraiam mais pessoas. O mesmo ocorre quando criamos uma conta no Google Drive ou no Gmail e cedemos nossas informações ao Google.

O problema em utilizar uma VPN do Facebook é que, ao invés de compartilhar apenas as informações que você aceitou compartilhar com redes sociais e mensageiros, você estará aceitando compartilhar TODAS as suas informações com o dono dessa VPN. Como sua conexão passa pelos servidores do Facebook, ele acabará armazenando suas informações. TODAS elas.

Sabe aquela foto que você nunca quis colocar no Facebook e preferiu mantê-la apenas na nuvem? Estarão ao alcance do Facebook.

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Sabe todas as suas conversas que você preferiu, por qualquer que seja o motivo, criptografar pelo Telegram ou outro comunicador? Estarão ao alcance do Facebook.

Sabe qualquer coisa que você preferiu fazer na internet sem estar no Facebook? Elas estarão ao alcance do Facebook.

No geral, recomendo que as pessoas não utilizem VPN’s, principalmente as gratuitas e desconhecidas. Nunca sabemos por onde nossas informações estão passando e nem o preço que estamos pagando pelo serviço. Pode não ser um preço em moedas, mas pode ser um preço alto demais.

Caso você seja uma pessoa capitalista e de livre mercado (muito diferente de quem escreve esse post), esse serviço também é alarmante. O Facebook pode utilizar a Onavo Protect para espionar o padrão de uso de outros aplicativos e utilizar tais informações para hegemonizar cada vez mais o mercado. Caso ele veja um crescimento do Twitter, por exemplo, será possível ele analisar esse crescimento, descobrir seus motivos e passar a pena no passarinho azul, garantindo que ele não cresça mais.

Atualmente o Onavo Protect tem mais de 33 milhões de usuários e está crescendo cada vez mais no mercado, o que é um grande risco para o restante (quase nada) de nossa privacidade online.


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Rafael TAB

Rafael tem 26 anos e mora no interior de São Paulo. Diagnosticado com transtorno bipolar é fissurado por cultura pop e nerd desde os 9 anos de idade quando foi apresentado ao sítio do Pica Pau Amarelo e logo depois ao fantástico mundo de Harry Potter. Hoje é um grande fã de O Senhor dos Anéis e Star Trek. Tem fascinação por áudio-visual, tecnologia e games.

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