Christopher Tokien não está mais a frente do espólio de Tolkien
O Senhor dos Anéis pode virar série pela Amazon

Christopher Tokien não está mais a frente do espólio de Tolkien

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Christopher Tolkien, o filho de J.R.R. Tolkien, controlou o espólio de seu pai desde a década de 80. Christopher tinha o controle total sobre as obras e, além de finalizar e lançar obras inacabadas de seu pai, como O Silmarilion e Filho de Hurin, ele garantiu que as obras não chegassem à outras mídias, pois, assim como o pai, era um opositor de conteúdos intelectuais transmídia. Os Tolkiens, pai e filho, preferiam ter o controle total sobre a obra, garantindo que toda a filosofia empregada na criação da Terra Média fosse respeitada. A única exceção foi a venda dos direitos de O Senhor dos Anéis, cedido para a Warner ainda na década de 60, antes de Christopher assumir o espólio.

A Warner utilizou essa sequência para lançar as duas trilogias cinematográficas que conhecemos: O Senhor dos Anéis e O Hobbit. Além disso, a empresa também lançou diversos games ambientados na Terra Média, como o RTS Battle for the Middle Earth e os games de ação/rpg/stealth/etc Sombras de Mordor e Sombras da Guerra. Christopher sempre foi contrário à essas obras e, inclusive, se negou a conhecer Peter Jackson, diretor das duas trilogias, quando foi convidado.

O espólio e das obras de Tolkien é administrado pela Tolkien Estate desde 2011. Anteriormente estava diretamente vinculado à Christopher que transferiu o espólio para a organização criada em 2011, porém assumindo o papel de diretor da mesma. Porém em Agosto, Tolkien se afastou oficialmente da diretoria e não há a certeza de quem é a pessoa que assumiu a função. O afastamento de Christopher apenas foi anunciado nesta quarta-feira (15 de novembro).

O afastamento acaba explicando, parcialmente, o anúncio de que a Amazon Prime Video produziria uma série ambientada no mundo de O Senhor dos Anéis. Inicialmente haviam informações que linkavam que a Amazon estaria em negociações com a Warner, o que não fazia sentido, já que a própria Warner poderia produzir a série. Porém quando a série foi oficializada, veio a informação de que não apenas o acordo havia sido feito com a Tolkien Estate, mas que iria ser uma série baseada na Terra Média, não apenas em O Senhor dos Anéis ou O Hobbit.

Para compreender a diferença, as histórias fechadas e personagens de O Senhor dos Anéis e O Hobbit ainda estão sob tutela da Warner, mas todo o resto da Terra Média não poderia ser explorada nesse material. Os games, por exemplo, traziam sempre personagens inventados ou personagens presentes ou citados em O Senhor dos Anéis e O Hobbit.

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Christopher ter finalmente se afastado da Tolkien Estate simboliza uma mudança completa sobre o que conhecíamos da Terra Média até aqui. É difícil avaliar o futuro da obra de Tolkien, mas não seria de se assustar com a possibilidade de termos uma mercantilização da obra parecida com Star Wars e Marvel quando foram para a Disney.

Uma das possibilidades que se abrem é aquela que foi o sonho ou o pesadelo de muitos fãs: A adaptação do complexo e gigantes O Silmarillion, a bíblia do tolkienverso que conta toda a história da Terra Média, desde sua criação até o domínio dos humanos sobre as terras. É uma possibilidade real agora e tenho quase certeza de que ocorrerá. E creio que a única forma de adaptar O Silmarilion será com uma série de televisão (ou então com algo em torno de 150 filmes) e isso abre as portas para a Amazon.

E você? O que acha que poderá ocorrer com a Terra Média agora que ela passa por todas essas mudanças?


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Rafael TAB

Rafael tem 26 anos e mora no interior de São Paulo. Diagnosticado com transtorno bipolar é fissurado por cultura pop e nerd desde os 9 anos de idade quando foi apresentado ao sítio do Pica Pau Amarelo e logo depois ao fantástico mundo de Harry Potter. Hoje é um grande fã de O Senhor dos Anéis e Star Trek. Tem fascinação por áudio-visual, tecnologia e games.

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