Bjork denuncia Lars Von Trier por assédios sexuais sofridos durante a filmagem de Dançando no Escuro
Bjork denuncia o assédio sexual pelo qual tantas atrizes passam na indústria cinematográfica

Bjork denuncia Lars Von Trier por assédios sexuais sofridos durante a filmagem de Dançando no Escuro

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Em um texto publicado em seu Facebook, a cantora e atriz Bjork revelou ter sofrido assédios sexuais durante as filmagens do filme Dançando no Escuro. Apesar de não divulgar o nome do agressor no texto, fica claro se tratar de Von Trier, pois ele foi o único diretor dinamarquês com quem ela trabalhou.

No espírito da #MeeToo , eu gostaria de emprestar uma mão a todas as mulheres do mundo com uma descrição mais detalhada de minha experiência com o diretor dinamarquês. É extremamente difícil revelar publicamente algo dessa natureza, especialmente quando [somos] imediatamente ridiculizadas pelos agressores. Eu sinto total empatia com todos que hesitam, por anos até. Mas eu sinto que é a hora certa, especialmente agora quando pode fazer a diferença. Aqui segue uma lista de encontros que eu conto como assédio sexual:

  1. Depois de cada take, o diretor corria até mim e colocava seus braços ao meu redor por um longo período na frente de todo o elenco ou até mesmo sozinha, e me acariciava às vezes por vários minutos contra a minha vontade.
  2. Depois de dois meses, eu disse que ele tinha que parar de me tocar, ele explodiu e quebrou uma cadeira na frente de todos no set,  como alguém que sempre pôde acariciar suas atrizes. Depois todos foram mandados para ir para casa.
  3. Durante todo o processo de gravação, tinha essa paralisação constante, embaraçosa e indesejável sussurrando ofertas sexuais com descrições bem gráficas. Algumas vezes, até com sua esposa sentada perto de nós.
  4. Quando filmávamos na Suécia, ele ameaçou que iria escalar da sacada de seu quarto [de hotel] até a minha no meio da noite com intenções claramente sexuais, enquanto sua esposa estava no quarto ao lado. Eu fugi para o quarto dos meus amigos. Isso foi o que finalmente me acordou para a severidade de tudo isso e me fez ficar firme em meu lugar.
  5. Histórias fabricadas pela imprensa sobre eu ser difícil para seu produtor, isso combina perfeitamente com os métodos de bullying de Weinstein. E eu nunca comi uma camiseta, nem tenho certeza de que isso seja possível.
  6. Eu não concordei em ser sexualmente assediada, isso foi retratado [na época] como eu sendo difícil. Se ser difícil é ser firme e encarar esse jeito que me tratavam, eu assumo.

Esperança.

Vamos quebrar essa maldição.


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Rafael TAB

Rafael tem 26 anos e mora no interior de São Paulo. Diagnosticado com transtorno bipolar é fissurado por cultura pop e nerd desde os 9 anos de idade quando foi apresentado ao sítio do Pica Pau Amarelo e logo depois ao fantástico mundo de Harry Potter. Hoje é um grande fã de O Senhor dos Anéis e Star Trek. Tem fascinação por áudio-visual, tecnologia e games.

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