Ben Barnes afirma que violência em Justiceiro é para causar desconforto
Ben Barnes falou sobre a violência da série Justiceiro

Ben Barnes afirma que violência em Justiceiro é para causar desconforto

Compartilhe!

Publicidade

Com o crescente número de casos de violência nos Estados Unidos e no mundo, a preocupação com a violência na televisão, cinema e games também cresce. Em breve a Netflix lançará a série solo do personagem Justiceiro, herói famoso por sua violência extrapolada nos quadrinhos. O personagem participou da segunda temporada de Demolidor e agora retornará em sua série solo.

Questionado sobre a questão da violência do personagem pela revista Screen Rant, Ben Barnes, que interpreta Billy Russo na série, defendeu que eles tomaram cuidado para que a violência da série não fosse glorificada. Segue abaixo suas afirmações, com tradução do Omelete:

“Sempre ficou claro para nós que a violência no nosso seriado era para causar desconforto e você deveria conseguir ver o desgaste dos personagens ao serem violentos. Ninguém, acho, é louvado na nossa série por ser violento, especialmente se estão usando armas. Então esta não é uma mensagem que estamos passando e foi algo que discutimos. Mas obviamente que a conversa ganha outras proporções quando coisas acontecem no mundo, como os trágicos eventos em Las Vegas. Mas certamente não foi tratado levianamente. A violência na nossa série nunca foi algo a ser glorificado. (…) Acho que esses personagens, mais até do que em outras séries de super-heróis – sendo este o motivo para você não ver muitas armas em produções de super-heróis, a não ser que elas sejam tiradas das mãos de um cara do mal qualquer por um herói que preferia não ser violento -, são complexos, principalmente o Justiceiro. Ele é um anti-herói. Ele é quase um vilão em alguns quadrinhos e na série do Demolidor.”

Aqui no Brasil, nós já tivemos problemas quanto a essa utilização da violência. O exemplo maior é o filme Tropa de Elite. Feito para explorar a realidade das ações policiais e fazer um estudo psicológico sobre o que levam policiais, que deveriam defender a lei, a cometerem atos brutais e violentos. Porém, ao ser lançado, o filme teve um efeito contrários. A grande maioria das pessoas glorificou a violência do filme e Capitão Nascimento, que deveria ser um anti-herói em um filme sem heroísmo, foi alçado ao patamar de herói supremo do cinema nacional. Foi necessário produzir outro filme que deixasse as ideias do diretor mais claras.

São muitas as causas para tais efeitos. Desde a própria cultura de naturalização da violência com a quais vivemos e a desumanização de parcelas sociais apresentados como inimigos nos filmes e séries. Também houve um problema gigante com o filme não apresentar com clareza suas ideias.

Justiceiro corre um grande risco de cair na mesma armadilha. Provavelmente veremos Frank Castle sendo tratado como “um herói que resolve os problemas de verdade” e não vou me assustar caso ela seja comparado com Donald Trump ou Jair Bolsonaro.

Publicidade

Compartilhe!

Rafael TAB

Rafael tem 26 anos e mora no interior de São Paulo. Diagnosticado com transtorno bipolar é fissurado por cultura pop e nerd desde os 9 anos de idade quando foi apresentado ao sítio do Pica Pau Amarelo e logo depois ao fantástico mundo de Harry Potter. Hoje é um grande fã de O Senhor dos Anéis e Star Trek. Tem fascinação por áudio-visual, tecnologia e games.

Deixe uma resposta

Fechar Menu