Assassin’s Creed: Odyssey recorre aos primórdios da história para falar sobre o presente

Assassin’s Creed: Odyssey recorre aos primórdios da história para falar sobre o presente

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Assassin’s Creed sempre foi uma história pautada na luta de classes. Já falamos sobre isso no site e esse premissa está sempre evidente. Os jogos da série sempre abordaram a história humana e seria impossível fugir dessa temática. Seja sendo um indígena em meio a Guerra da Independência dos EUA, seja sendo um operário em meio à revolução industrial.

Mesmo após a Ubisoft declarar que não gosta de focar em temas políticos em seus jogos, Assassin’s Creed continua sendo um jogo fortemente político. O novo lançamento da franquia, Odyssey, não é diferente.

Um soldado segurando uma águia observa uma batalha marítima. Imagem de Assassin's Creed Odyssey.
Batalhas navais estão de volta.

Dessa vez, os artistas da empresa francesa resolveram nos levar até a Grécia antiga. Somos colocados em meio à Guerra do Peloponeso, que colocou em conflito Atenas e Esparta. Nosso personagem é um dos dois irmãos espartanos, Alexios e Cassandra. Mesmo pertencendo à um dos lados do conflito, ambos foram renegados por seu país ainda quando crianças, graças a uma profecia influenciada politicamente.

A Religião

Dois homens conversando próximos a um templo de Delphos. Imagem de Assassin's Creed Odyssey.
O Oráculo de Delphos é o centro da política e da religião no jogo.

Esse é um dos pontos altos da narrativa do jogo. A temática religiosa é abordada diretamente, tecendo críticas sobre o uso político da religião na Grécia antiga. Facilmente essa crítica pode ser repassada para a atualidade, onde a religião frequentemente é utilizada para fins políticos.

Essa crítica à religião é abordada em diversos pontos do jogo. Os próprios personagens principais são frutos de uma decisão política, quando um deles é condenado à morte graças a uma profecia do Oráculo de Delfos.

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Relativismo Histórico

O game brinca com o relativismo histórico até em sua jogabilidade. Nos dando a opção de jogar a mesma história com dois personagens diferentes, que mudam de lado de acordo com a opção do jogador, é explicado durante o próprio jogo que isso se dá ao fato de que, mesmo com engenharia celular, fatos antigos são quase sempre confusos e nossa mente os adapta para fazerem sentido. Com isso, tanto Alexios, quanto Cassandra podem ser heróis ou vilões, dependendo da escolha inicial do jogador em aproveitar a jornada com um deles.

Outra agradável surpresa é, em um jogo amparado em história, nos depararmos finalmente com o pai da história. Heródoto está no jogo e somos apresentados à ele logo no início da história. É dele a responsabilidade de nos colocar em nossa jornada a partir do seu conhecimento histórico sobre a família de nossa personagem.

Jogabilidade, Design e Trilha Sonora

Imagem de Assassin's Creed Odyssey. Uma águia observando um terreno.
O Design de Oddisey nos transporta diretamente para a Grécia Antiga

O design gráfico do jogo não teve tantas mudanças em comparação com seu predecessor, Origins. Isso se torna óbvio ao observarmos que ambos os jogos foram desenvolvidos ao mesmo tempo. O ano a mais que Odyssey teve para ser lançado é refletido no tamanho do jogo. Odyssey é imenso, tanto em histórias, quanto em território. O design do jogo é bem acertado, nos fazendo acreditar que estamos vivendo na Grécia Antiga.

O game é bastante imersivo e boa parte disso é devido a sua linda trilha sonora. As músicas refletem o sentimento que precisa ser passada em cada cena. Elas entram no momento certeiro para nos deixar completamente imersivos naquele mundo.

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A jogabilidade é melhorada em comparação à Origins. Assassin’s Creed Odyssey abraça de vez a jogabilidade de um Action RPG, se parecendo mais com The Witcher 3 do que com seu predecessor. A liberdade é um foco grande do game, nos apresentando escolhas em quase todas as missões. Essa liberdade também está presente na batalha, nos deixando escolher entre uma abordagem tática de stealth ou partir pra cima de um exército inteiro.

Localização

Uma mulher acaricia uma ponta de lança. Imagem de Assassin's Creed Odyssey.
Cassandra é dublada por Letícia Quinto na versão brasileira.

Assassins’s Creed: Odyssey está completamente localizado para o português brasileiro. Em alguns momentos temos falas que remetem a nossa cultura e a escolha dos dubladores do jogo foi muito acertada. Especial elogio a dublagem de Cassandra, de Letícia Quinto, que torna a personagem a mais humana do game.

Conclusão

Após ver as declarações da Ubisoft sobre seu medo de abordar temas políticos em jogo, Assassin’s Creed: Odyssey me deixou feliz com sua temática. O jogo está lindo, tem uma jogabilidade incrível e nos deixa completamente imersos na história da família de Leonidas de Esparta.

Vale muito a pena jogar Assassin’s Creed Odyssey e prestar atenção nas lições históricas do game que podem ser facilmente transportadas para a atualidade do mundo real.

O Game está disponível para PCs, Playstation 4 e Xbox One.


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Rafael TAB

Rafael tem 26 anos e mora no interior de São Paulo. Diagnosticado com transtorno bipolar é fissurado por cultura pop e nerd desde os 9 anos de idade quando foi apresentado ao sítio do Pica Pau Amarelo e logo depois ao fantástico mundo de Harry Potter. Hoje é um grande fã de O Senhor dos Anéis e Star Trek. Tem fascinação por áudio-visual, tecnologia e games.

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