Análise de Homem-Aranha de volta ao lar
Homem Aranha está de volta ao MCU

Análise de Homem-Aranha de volta ao lar

Compartilhe!

Publicidade

Foram anos e anos de espera e, depois uma palhinha do que estava por vir em Guerra Civil, Homem-Aranha finalmente volta à sua casa. A Casa de Ideias, como também é conhecida a Marvel, brigou durante anos pelo retorno do seu herói mais famoso para casa e conseguiu isso em partes, já que o direito de uso do personagem ainda pertence à Sony, porém agora uma parceria entre as duas empresas tornou possível a construção desse grande e contido filme.

Contido é a palavra a ser usada e, muito provavelmente, isso é o que faz com que Homem-Aranha de Volta ao Lar seja um grande filme. Ele mostra a escala certa de um Homem-Aranha adolescente, fascinado com um novo mundo de oportunidades que se abre à sua frente desde sua aparição em Guerra Civil, porém, antes de aproveitar tudo isso, precisa aprender um pouco lidar consigo mesmo e com aquilo que o rodeia. É um tanto irônico que seu padrinho nesse novo mundo de super heróis seja o Homem de Ferro, de longe o mais irresponsável e inconsequente dos heróis da Marvel apresentados no cinema até agora (disputando de perto com o Senhor das Estrelas de Guardiões da Galaxia).

Homem de Ferro aparece de maneira contida, porém essencial.

A premissa do filme é bem básica. Peter Parker acabou de voltar de sua grande aventura no aeroporto de Berlim, onde lutou ao lado do time do Homem de Ferro contra o time do Capitão América, e se vê novamente na rotina de um adolescente de 15 anos que, convenhamos, não é das rotinas mais agitadas do mundo. O tédio é o principal inimigo inicial do Homem Aranha que, entre resgatar bicicletas de donos misteriosos e ajudar uma senhora a encontra o caminha para algum lugar, acaba se deparando com um perigoso inimigo, um traficante de armas de alta tecnologia que fabrica artilharia pesada misturando o conhecimento terráqueo com o que conseguiu recuperar dos destroços alienígenas das batalhas de Nova York e Sokóvia.

O essencial do que faz com que o Homem Aranha seja o Homem Aranha está presente no filme. A inteligência de Peter Parker está ali, assim como sua falta de grana e seu humor afiado. O filme é muito diferente da versão de Sam Raimi e de Marc Webb, mostrando uma história muito mais leve e contida do que aquela. Dessa vez nada de confrontar vilões mega-poderosos que ameaçam a existência humana ou tem forças para dizimar uma cidade. O inimigo é um homem simples com um equipamento voador com quem Peter raramente se encontra cara-a-cara, porém, quando esse encontro acontece, as coisas acontecem de maneira empolgante.

O grande desafio do protagonista é se provar como um verdadeiro herói, assim como provar para Tony Stark que ele pode fazer parte dos vingadores. Tony tem uma presença essencial, porém também contida no filme. Com o lançamento dos trailers achei que teríamos uma superexposição do personagem de Robert Downey Jr, porém ele pouco aparece e, mesmo quando aparece, nem sempre é da maneira esperada, porém sempre é essencial para contar a história a qual a obra se propõe.

Publicidade

Tom Holland tem uma atuação ótima durante todas as duas horas e pouquinho de imagens. Ele conseguiu dar vida ao Peter Parker que todos nós queriamos ver e, acima de tudo, dar vida ao Homem Aranha. É engraçado, é arrojado e ao mesmo tempo é tímido e sem confiança em ambas as suas personas.

Provavelmente é o filme solo de um herói em que o Universo Cinematográfico da Marvel (MCU) mais está presente, com incontáveis referências ao passado da franquia da Disney. Começa logo na primeira cena em que vemos o vilão do filme, Abutre, antes de se tornar quem era, recolhendo os entulhos da Batalha de Nova York, ápice do primeiro Vingadores. As referências continuam e nos lembram, à todo o momento, que o Cabeça de Teia está de volta ao seu lar. O lugar que deveria ter ficado distante apenas em Homem Aranha e Homem Aranha 2, se Sam Raimi, os únicos filmes que prestam do aracnídeo antes de De Volta ao Lar.

Desde a aparição de Loki não tínhamos um vilão tão bem construído na Marvel

Porém, mesmo com todas as referência, Michael Keaton rouba a cena. O antigo Batman, encarna agora o vilão abutre que, muito provavelmente, é o vilão mais trabalhado da Marvel desde Loki. O personagem é bastante aprofundado e cheio de nuances. Suas motivações me fizeram levantar da cadeira e sei que mexeram diretamente com a decisão final de Peter Parker no filme, podendo ser a base do futuro afastamento que o aracnídeo pode ter de Tony Stark. A realidade é que ele está correto em seus pensamentos, porém tomou decisões erradas que o fizeram ser o vilão da história. Um personagem desses poderia facilmente se tornar um herói, caso ações diferentes tivessem ocorrido, e isso fica claro na primeira cena pós crédito do longa.

Bem vindo novamente ao lar, cabeça de teia.

Publicidade

Homem Aranha De Volta ao Lar já deve estar presente em DVD e Blue Ray e logo deverá constar no catálogo do serviço de Streaming vermelhinho (e você deverá correr para assistir antes que a Disney, com seus olhos mirando nas barras de ouro, lance o seu próprio serviço e abandone de vez a Netflix).


Compartilhe!

Rafael TAB

Rafael tem 26 anos e mora no interior de São Paulo. Diagnosticado com transtorno bipolar é fissurado por cultura pop e nerd desde os 9 anos de idade quando foi apresentado ao sítio do Pica Pau Amarelo e logo depois ao fantástico mundo de Harry Potter. Hoje é um grande fã de O Senhor dos Anéis e Star Trek. Tem fascinação por áudio-visual, tecnologia e games.

Deixe uma resposta

Fechar Menu